04 de Agosto de 2010
Empresas que não investem em segurança de TI recebem até 90 % de e-mails inúteis por dia

Apenas 10% das correspondências recebidas por estas empresas tem informações relevantes

Os números acima são apontados pelo o gerente de infraestrutura da SOFHAR Gestão&Tecnologia, Marcelo Plata. Ele explica que receber um volume tão grande de informação inútil leva a empresa a uma enorme perda de tempo, desvio de recursos operacionais e a uma possível exposição a ameaças virtuais. E este é apenas um dos problemas que a falta de atenção à segurança em TI pode trazer. Outros cenários que alarmam os gestores são perda de documentos, vazamento de informações confidenciais e envio de vírus para fornecedores e clientes. A maioria das empresas se preocupa em investir na segurança após um evento de falha que ocasione prejuízo à empresa, ou seja, “colocam o cadeado somente depois que a porta foi arrombada, o que pode dificultar a estabilização do ambiente”, afirma Yedo Meirelles Douat, analista de suporte sênior da SOFHAR Gestão&Tecnologia.

Toda empresa, independente do tamanho, deve separar uma porcentagem do valor investido em TI para garantir sua segurança. “É possível personalizar as soluções de segurança de acordo com as necessidades do cliente, e os custos também serão proporcionais”, garante Marcelo Plata.

Segundo pesquisa do instituto Applied Research, no Brasil, 28% das companhias não tem pessoal dedicado à área de tecnologia da informação e 37% dizem que falta verba para comprar ferramentas de segurança da informação. Já as grandes empresas possuem ambientes complexos e, embora os princípios de proteção e segurança sejam os mesmos, elas precisam sempre executar procedimentos de simulação de quebra de segurança, recuperação de ambientes, queda de links e quedas de energia.

Nos últimos anos, o investimento em segurança vem crescendo. De acordo com a empresa americana de consultoria em tecnologia, Canalys, o mercado global de soluções de TI para segurança empresarial vai movimentar uma receita de US$ 15 bilhões neste ano, o que representa um avanço de 13,8% na comparação com os US$ 13,18 bilhões de 2009. Somente a região da América Latina terá receita de US$ 567 milhões, alta de 6,9%.